sexta-feira, 21 de maio de 2010

Workshop sobre futebol




Tema: Modelo de Jogo
dia 25/5/2010 - das 19 às 23h
no auditório da AFL

Workshop sobre futebol

Inscrições abertas na AFL

Prof. Jorge Castelo - A AF Lisboa vai organizar o II Workshop de Futebol no dia 25/05com o Prof. Jorge Castelo, subordinado ao tema: Modelo de Jogo.



25 de Maio – 3ª feira

19.00h às 23.00h

Frases para reflexão...

Frases de reflexão
• Perder não significa fracasso. A derrota é uma consequência lógica de quem pratica desporto, pois existem sempre 3 resultados possíveis: ganhar, empatar e perder. Além disso, a derrota permite-nos reflectir acerca dos aspectos onde devemos melhorar;
• A vitória é um estado transitório, ou seja, se hoje ganhamos, é possível que amanhã percamos. Quer isto dizer, que quem ganha deve ser humilde nas vitórias, respeitando os adversários.
• Uma competição não é uma guerra, os adversários não são inimigos . Os Jovens tendem a encarar os jogos desportivos (competição) como uma “guerra de vida ou morte”, esquecendo-se frequentemente de se divertirem com o jogo ou competição. O mais importante é tirar partido dos benefícios que o jogo/ competição vos dá. O adversário não é um inimigo. O adversário é um elemento indispensável à competição, ou seja, sem adversário não há jogo/competição, no entanto sabemos que o jogo é a maior motivação e fonte de prazer dos jovens. Por isso, devemos sempre ter em mente que o mais importante é participar e respeitar o adversário como um amigo.
• É importante competir com Fair-Play. Muitos jovens pensam que quem joga ou compete com Fair-Play quase sempre perde. Pois afirmo que é possível conciliar a vitória com respeito pelos regulamentos, árbitros, adversários e público.
• Fazer desporto é uma opção saudável e um excelente complemento para os vossos tempos livres, participa nas actividades que a escola te proporciona, mas sem dúvida, não te esqueças que o mais importante é estudar.

João Véstia

segunda-feira, 17 de maio de 2010

AC Tojal - Ericeirense

domingo, 16 de Maio de 2010
AT. TOJAL B 2:3 ERICEIRENSE (Sub-11)
ARRANCADO A FERROS…
Campo Meia Laranja, em Santo Antão Tojal
Árbitro:
AT.TOJAL B: Gonçalo Ferreira; Diogo Leitão, Humberto Santos e Miguel Ferreira; João Mendes (cap.); Pedro Xavier e Carlos Fernandes
Mais tarde entraram: Emanuel Silva e Guilherme Mocho
Treinador: João Véstia
ERICEIRENSE: Edson Carlos; Luís Honrado, Jorge Morais e Pedro Gouveia (cap.); Alex e Ricardo Batalha; João Pedro
No banco: Tomás Cardoso, Diogo Cardoso, Vasco Oliveira “Vasquinho” e Diogo Rodrigues
Treinadores: Hugo Rodrigues e Beto
Manhã com algumas nuvens mas com temperatura amena, sintético em excelente estado
Ao intervalo: 1-0
Golos: 1-0 por Carlos Fernandes aos 8m num golo precedido de uma jogada um pouco atabalhoada, com a bola a ser lançada em balão, acabando com dois jogadores da casa isolados perante Edson, cabendo a Carlos Fernandes o remate fatal; 1-1 aos 28m, portanto logo no recomeço da segunda parte, por João Pedro, lançado por Ricardo Batalha, isolado e de fora da área perante a saída do guardião contrário a dar um toque subtil, correndo a bola devagarinho para a baliza deserta; 2-1 logo de seguida aos 31m pelo capitão João Mendes, noutro lance com responsabilidades para a equipa forasteira, após um lançamento lateral e em corrida, rematando cruzado sem hipóteses de defesa ante um atarantado Edson, pasmado com as facilidades concedidas; 2-2 cinco minutos depois aos 36m num canto tenso de Pedro Gouveia com alívio de um defesa, sobrando a bola para Vasquinho que entrega rápido para João Pedro, este, no limite da grande área teve tempo para preparar o remate, por cima, sem hipóteses para Gonçalo Ferreira; e 2-3 final de grande penalidade aos 46m, por Pedro Gouveia, a castigar falta de João Mendes sobre Diogo Rodrigues dentro da área
Para ler a Crónica do Jogo Click em "Ler Mais"
Ufa! Que final de desafio este, impróprio para cardíacos, com toda a gente aos berros, quais pavarotis a plenos pulmões, a tornar um jogo que aparentemente poderia ser tranquilo, aliás como o tempo, propício para uma partida de futebol, muito sol, sintético quase parecia um relvado, em excelentes condições (um parêntesis para uma nota sobre o complexo desportivo do Tojal, que bela estrutura, com óptimas vistas, ao longe espraiando-se os aviões saindo da Portela…), enfim, tudo se conjugava para uma manhã serena mas enganou-se redondamente toda a gente, incluindo o árbitro, com alguns equívocos, mas já lá iremos…
No sete inicial do Ericeirense o regresso de Alex, no lugar de Gonçalo, hoje ausente; aposta renovada em Ricardo Batalha dos sub-10 a trazer consistência ao miolo, de resto a equipa habitual, no sistema habitual, digamos que em continuidade, que o mister Hugo Rodrigues (invicto em dois jogos!) não muda por mudar, as linhas gerais traçadas por mister Zé Carlos; de fora pensou-se que hoje poderia ser diferente, talvez num hipotético 2x3x1 agressivo no ataque, a ideia era ganhar e somar os respectivos três pontos…
Mas para ganhar é necessário atitude, seja em que sistema for, e após uns minutos iniciais de estudo mútuo e com constantes conquistas de terreno por lançamentos laterais (tipo râguebi…) por ambas as equipas, o Tojal desfere o primeiro murro no estômago de uma equipa que verdadeiramente ainda não tinha acordado, e o jogo tinha começado a meio da manhã, às 11h, mais valia passarem a ser de tarde, pelo menos nessa altura está tudo de olhos bem abertos…
Se os jovens do Ericeirense pensariam que o jogo seria um passeio, estava dado o alerta pela equipa da casa: povoando o miolo e praticamente não deixando jogar, bem comandados pelo seu capitão (esteve em todas este João Mendes!) e tendo o tal Carlos Fernandes que toda a gente já conhecia, custou a acreditar o tempo que se demorou a acertar as marcações, numa sonolência inexplicável, que incluiu outro lance para 2-0, salvo por Jorge Morais sobre a linha de golo; sem muitas oportunidades, o Tojal como que controlava, mais com o querer do que com verdadeira classe, mas isso bastava, aquele meio terreno era palco de árduas batalhas, quase sempre ganhas pela equipa da casa. Da primeira metade o registo apenas de uma verdadeira oportunidade, num remate de Vasco Oliveira aos 17m ao poste e a primeira “gralha” do árbitro, um penalty não assinalado e cometido sobre João Pedro, flagrantíssimo, mas que um jovem árbitro, parecendo-me condicionado pelo jogo anterior onde tinham existido imensas peripécias e demasiado sururu para jogos desta natureza, decidiu deixar passar, já tinham havido protestos e pensou ele que assim seria mais fácil. Não foi e o final da partida acabaria por nos dar razão, com cenas lamentáveis por parte da claque da casa, ainda bem que os jovens já estavam na cabina e não assistiram…
No intervalo verdadeiro sermão do técnico Hugo, toda a gente viu as orelhas dos miúdos a arder, vermelhas que estavam e não tinha nada a ver com o título do Benfica, que isso já foi há muito tempo, e eis que regressa uma equipa transfigurada e para melhor. Logo de seguida o empate e pensou-se que naturalmente a partir daqui o ascendente culminaria em mais golos, estaria a equipa encarreirada para o resto da partida. Pura ilusão! Nem o Ericeirense conseguiu usufruir do empate e já o Tojal desempatava, em contra-ataque mas agora sem que nada o justificasse, apenas a inépcia da defensiva forasteira, apanhada num lançamento lateral e com toda a gente a ver jogar o capitão local, caramba, ele até joga bem mas ninguém mete ali o pé?
O resto do jogo é jogado mais com o coração do que com a cabeça e isso foi fatal para o Tojal. Habituada a jogar assim quase todos os jogos, pois essa é a sua maneira habitual de se exibir e como se sente melhor, o Ericeirense torna-se a partir daqui uma equipa adulta (porque nunca se descontrolou) e metódica (porque tomou de assalto sem medo e sabendo que corria riscos), sabendo que era melhor mas tendo de o provar em campo. E assim foi, porfiando, porfiando, acabando contudo por ganhar o jogo numa grande penalidade, modo cruel de uma equipa que tem uma alma até Almeida, como se diz na gíria, quanto suor ali ficou…
Portanto, em resumo, prémio merecido e sinal positivo para a atitude da equipa, que sempre em desvantagem soube manter a cabeça no lugar e dar a volta ao resultado e à exibição, em negativo a péssima entrada em jogo, muito sonolenta, e que poderia ter tido consequências irreversíveis.
Dos jogadores, o pormenor de novamente se destacarem na equipa da casa o seu capitão João Mendes e Carlos Fernandes, curiosamente os autores dos golos, muito acima da média dos restantes; o capitão então até cansou de o ver em todo o lado, com o seu sentido de oportunidade e porte atlético, por contraste com o refinado futebol de Carlos Fernandes; no Ericeirense quase toda a gente melhorou no segundo tempo, Edson quase não teve trabalho e não tem culpas nos golos, Luís Honrado fez um belo jogo de raça e querer, muitas vezes sem seguidores, Jorge Morais esteve decisivo a cortar um lance para 2-0, muitas safadelas na sua área, pena os livres desaproveitados e foram alguns, Pedro Gouveia cedo substituído, depois mais tarde tocado por uma entrada dura de Carlos Fernandes, acabaria por ter um jogo discreto mas atípico, por ser decisivo em lances de bola parada, os cantos (belos cruzamentos!) e a grande penalidade que friamente marcou, estava o estádio em polvorosa, parabéns pela calma demonstrada, havia corações a 100 à hora e os bombeiros em prevenção, Alex regressou bem, mais fresco, principalmente na segunda parte, esteve em muitos lances ofensivos, falta-lhe agora marcar, Ricardo Batalha lá esteve naquela batalha do meio campo, perdeu e ganhou, depois mais atrás parecia o piquete de emergência, sempre nas dobras, a salvar o que parecia perdido, gosto deste tipo de jogador, e o homem do jogo João Pedro, mais dois golos para a contabilidade (e que golos!) e muita transpiração, mas hoje com muita inspiração também, que ele sabe, é preciso é concentração na hora da verdade, faltou-lhe sorte num cruzamento de Pedro Gouveia e ele à boca da baliza atirou de cabeça por cima. Do banco vieram os gémeos Cardoso, muita abnegação, o Diogo até a defesa esquerdo jogou, um lugar que não lhe é muito familiar mas o que interessa é lá estar, é assim esta equipa, Vasco Oliveira é de novo decisivo no passe para outro golo, já havia sido assim na semana passada, embora fisicamente “estoire” mais cedo que os colegas (falta de treino…) está sempre lá na briga e tem um remate ao poste que seria a cereja em cima do bolo, bela exibição, e Diogo Rodrigues, de um modo geral mais discreto que os defesas não lhe davam um palmo, acabou por estar no momento do jogo, pois é sobre ele que é cometida a grande penalidade, que o isolaria e quem sabe marcaria, estes jogos de grande fôlego são bons para criar ritmos que os sub-10 não têm e ganhar experiências, que infelizmente só alguns reconhecem mas que para o ano lhes serão muito úteis.
Do árbitro já falei, muitas decisões polémicas, penso que esteve condicionado pelo jogo anterior, depois a pressão da claque local não ajudou, contabilizei duas grandes penalidades por marcar e sempre a favor do Ericeirense, mais tarde não deu tempo de compensação ao intervalo quando se justificava, mas depois não lembra a ninguém no final dar 4 minutos, ok, houve algumas paragens, mas parecia que o jogo só acabava quando o Tojal empatasse de novo… ou então éramos nós que estávamos nervosos demais, damos a mão à palmatória…
Dino Gouveia
Publicada por Hugo Rodrigues em 11:16 - Ericeirense
(Noticia retirada do blog do Ericeirense)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ericeirense - AC TOjal B

sábado, 20 de Março de 2010
ERICEIRENSE 5:2 TOJAL B (SUB-11)
Campo Henrique Tomás Frade, na Ericeira
Árbitro: Carlos Mesquita (AFL)
ERICEIRENSE: Edson Carlos; Luís Honrado, Jorge Morais e Pedro Gouveia (cap.); Gonçalo Ribeiro e Alex; João Pedro
No banco: Ricardo Bernardo, Ricardo Batalha, Tomás Gonçalves, Tomás Cardoso e Santiago Correia
Treinador: Zé Carlos
Delegado: Beto
AT.TOJAL B: Guilherme Mocho; Diogo Leitão, Humberto Filipe e Miguel Ferreira; João Mendes (cap.); Pedro Xavier e Carlos Fernandes
Mais tarde entraram: Emanuel Silva e Edgar Martins
Treinador: João Véstia
Delegada: Cátia Rangel
Manhã nublada, com chuviscos, principalmente na segunda parte
Ao intervalo: 3-2
Golos: 1-0 por Alex com um cabeceamento perfeito, após cruzamento de João Pedro na direita, aos 9m; 2-0 por João Pedro que, isolado por Alex depois de uma recuperação de bola por Tomás Gonçalves no meio, acaba por ultrapassar o próprio guarda-redes, seguindo sozinho para a baliza, aos 13m; 2-1 por Carlos Fernandes com um belo remate ao ângulo esquerdo, após a marcação de um canto, aos 20m; 3-1 por Santiago Correia aos 23m, num lance em tudo idêntico o segundo golo do Ericeirense e com o mesmo intérprete, João Pedro, que em corrida se desmarca e finta o guarda-redes, acabando por ser Santiago, que acompanhara a jogada, a empurrar a bola para a baliza; 3-2 logo de seguida aos 25m, de novo após a marcação de um canto, com remate desta vez de Diogo Leitão, não ficando Edson Carlos muito bem na fotografia, já que a bola lhe passa por baixo; 4-2 a abrir a segunda parte numa grande jogada entre Alex e João Pedro (outra vez os dois!) tirada a papel químico do primeiro, com a diferença de que ao cruzamento de João Pedro responde Alex com um remate a meia altura e com os pés; e 5-2 final numa jogada de contra-ataque com todo o protagonismo de Ricardo Batalha, que ganha a bola no seu meio campo e, em esforço , consegue passar por quase toda a gente, incluindo o guarda redes e entregar a bola a Alex para um golo fácil, aos 39m.
(Para ler a crónica do jogo click em "Ler Mais")
Uma manhã com S. Pedro a ameaçar constantemente desabar uma carga daquelas em cima destes miúdos, mas afinal a ser benevolente, pois só a espaços tal aconteceu, permitindo aos adultos presentes, e não foram poucos, desfrutar de quase uma hora de futebol que globalmente se pode considerar razoável, tendo momentos de muito bom futebol e outros basicamente animados e renhidos, enfim, típicos de equipas que não sendo líderes da classificação não regateiam esforços e jogam com intensidade e, porque não dizer, um futebol em estado puro…
De um lado o Ericeirense, que desde a primeira jornada, em Torres Vedras, nunca mais perdeu e segue de fininho no grupo dos terceiros, do outro uma jovem equipa mesclada com alguns miúdos de 9 anos, e que já tinha causado surpresa na primeira ronda ao empatar com o Mafra a três golos; na primeira fase já a equipa da casa tinha ganho por 4-0 e, por isso, concedia-se algum favoritismo, mas nunca fiando, que o futebol por vezes é uma caixinha de surpresas…
Vai daí, a equipa do mister Zé Carlos, após uns primeiros minutos incaracterísticos e sonolentos, decide acelerar o jogo e de preferência acabar com ele se tal fosse possível; este é, hoje por hoje, o espírito desta malta, ala que se faz tarde que o almoço é a seguir e vamos despachar isto que o fim-de-semana é curto: exceptuando uma grande defesa de Edson e um remate ao lado do capitão João Mendes, tivemos uns bons 18m de pressão constante, boas jogadas de envolvimento, muito porte atlético e inclusivamente finalizações de cabeça, ambas por Alex, uma delas fazendo o primeiro golo da manhã. A partir desta altura e impulsionada por Carlos Fernandes, de facto um jogador muito acima da média, o Tojal equilibra a partida, funcionando sobretudo com um contra-ataque venenoso mas algumas vezes inconsequente; do lado do Ericeirense falta a partir do segundo golo maior lucidez nos passes e transições mais bem pensadas, uma situação que se agravou sobretudo com o 2-1, notando-se a equipa muito mais intranquila e parecendo esperar pelo intervalo cedo demais, tornando os últimos minutos muito nervosos e tensos, com duas mudanças de marcador e uma bola ao poste do Tojal mesmo antes do 3-2 (num voo de Edson que ainda toca com a ponta dos dedos), a prometer uma segunda parte com grandes pontos de interrogação – dada a pressão e o assomo de energia da equipa forasteira, seria o Ericeirense capaz de resolver a partida?
Com efeito, e quanto a mim esse é o momento do jogo, a equipa da casa regressa com o seu sete titular e logo a abrir faz o 4-2, ideal nesta altura para serenar e permitir poder desenvolver um futebol mais ao seu estilo, isto é, em contra-ataque, onde a equipa se sente como peixe na água; tacticamente pouco versátil, o Ericeirense compensa essa falta de elasticidade (mental?) com grande espírito de entreajuda e jogando algumas vezes em antecipação, permitindo no entanto muitas liberdades ao criativo Carlos Fernandes que, com o capitão João Mendes, vão remando contra a maré, criando oportunidades e equilibrando a partida – quase todos os lances ofensivos passam por estes dois jogadores, aproveitando a rapidez do extremo do Tojal que acelera muitas vezes causando verdadeiro pânico na extrema defesa da equipa da casa; com a entrada de Ricardo Batalha finalmente a equipa consegue estancar este caudal ofensivo e manter o guarda- redes contrário em estado de alerta, facturando o quinto golo em jogada típica de contra-ataque. O resto da partida é uma luta constante no meio campo, num equilíbrio do qual beneficia o Ericeirense, melhor a gerir as incidências e jogando com o resultado a seu favor, o que vai acontecendo mais vezes, aliás esta é a segunda vez nesta fase que a equipa marca cinco golos num só desafio, o que ajuda sobremaneira ao seu crescimento.
Numa análise individual, gostei mais uma vez de Edson Carlos que, embora não esteja isento de culpas no segundo golo do Tojal, transmite segurança ao seu sector, efectuando algumas boas defesas a negar o golo, está ainda em fase de aprendizagem para o lugar e revela grandes progressos desde que aqui chegou, Luis Honrado hoje esteve mais discreto do que é habitual, Jorge Morais enquanto jogou cumpriu, Pedro Gouveia ainda teve um remate perigoso num estilo mais vertical do seu jogo, ele que tanto reclama um lugar lá na frente mas tem que ter paciência, Gonçalo Ribeiro começou bem mas progressivamente foi perdendo influência, e Alex e João Pedro, os obreiros da vitória, repartindo entre eles o protagonismo, nem sei mesmo se Alex será o homem do jogo pelos três golos, se João Pedro por os criar e muitas vezes desbaratar a defensiva contrária no seu estilo possante de “caterpiller”, sinceramente o melhor será premiar os dois que bem merecem e fizeram uma bela partida. Do banco, todos entraram bem, no entanto é justo dizer que Ricardo Batalha estancou aquele futebol que se estava a tornar ameaçador do Tojal, num estilo impetuoso que é a sua imagem de marca e que serviu para agigantar a equipa, numa fase mais adormecida, Ricardo Bernardo voltou a cumprir e bem que o recreio é para os meninos e ele gosta pouco de brincadeiras ali em zonas perigosas, Tomás Gonçalves, mais tecnicista e de fino recorte tem mais dificuldades nestes jogos de operários de fato-macaco travestidos, Santiago Correia embora numa equipa que não é a sua até um golo marcou, ele que bem acompanhou algumas jogadas e finalmente Tomás Cardoso, embora discreto pareceu-me jogar em esforço, deu-me a ideia que estaria tocado numa perna.
Dos forasteiros, bravos e nada resignados, todo o seu futebol assenta naqueles jovens referidos lá atrás, Carlos Fernandes e João Mendes; este último, o seu capitão, no meio, ganhou mais duelos do que perdeu, municiando muitas vezes o seu extremo, que, num estilo pouco comum com os seus cabelos ao vento, revelou de facto estar bem acima da média geral da partida, com um belo pé esquerdo e um drible feito ora de toques curtos e incisivos ora de maior “alongamento”, onde a sua leveza traía os defesas, já que raramente perdia um lance em profundidade; estivesse ele acompanhado com mais um ou outro jogador deste quilate e teríamos uma senhora equipa aqui hoje na Ericeira, sem desmerecer o resto da malta, que bem tentou e por vezes conseguiu, remar contra a maré neste mar por vezes bem agitado em que se tornou o futebol do Ericeirense.
Uma palavra para a claque, hoje para além da buzina e da sirene tivemos também um bombo, quer dizer, nunca se sabe muito bem as surpresas que esta malta nos reserva, por este andar ainda teremos qualquer dia uma orquestra por ali, bem afinadinha que o pessoal tem as gargantas a pronto e se for caso disso, o bar é logo ali ao lado, para refrescar…
Do árbitro nem dei por ele, para ser franco nem percebi se esteve em campo, tão fácil têm sido os jogos na Ericeira…
Dino Gouveia

Equipa fantástica...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Jogo com o Ericeirense - crónica

Crónica do Jogo ERICEIRENSE 4-0 TOJAL B (Sub-10)


Sábado, 16 de Janeiro de 2010, 10h00

Campo Henrique Tomás Frade na Ericeira
Assistência : Cerca de 40 Pessoas
Tempo : Enublado
Resultado : Ericeirense 4 - 0 Tojal B
Equipas :
ÁRBITRO : João Rodrigues (AFL)
ERICEIRENSE : Edson Carlos, Luis Honrado, Jorge Morais, Pedro Gouveia (cap), Alex, Gonçalo e João Pedro
Jogaram ainda : Diogo Rodrigues, André Malveiro, Tomás e Diogo
Treinador: Zé Carlos
TOJAL B : Guilherme, Pedro Xavier, Humberto Filipe, Emanuel, Carlos, Diogo Leitas e João Mendes
Jogaram Ainda: Filipe Gonçalves
Treinador: João Véstia
Golos: Alex (37' e 46'), Pedro Gouveia (44) e André Malveiro (49) ____________________________________________________________
Entraram em campo as duas equipas separadas por 3 pontos, com vantagem da Equipa da Ericeira que ocupava o 8ºlugar enquanto os meninos do Tojal ocupavam a nona posição.
Perante isto tudo deixava antever um jogo equilibrado. Foi precisamente o que aconteceu na 1ª metade da partida.
Sinal mais sempre para a equipa da casa, sempre com maior pendor ofensivo, mas ao qual contraponha sempre a equipa do Tojal com contra ataques perigosos que punham em sentido a equipa da casa.
Aos 4' surge a primeira oportunidade da partida com um remate do Alex (grande exibição) à figura do guarda redes Guilherme.
De seguida na sequência desse lance, num pontapé de canto Luis Honrado remata com a bola a passar muito perto do poste esquerdo do guarda redes.
Minutos seguintes com muita bola disputada a meio campo sem grandes oportunidades.
Aos 12 minutos surge a melhor oportunidade do Tojal. Excelente remate do capitão João Mendes (excelente jogador) a embater no poste da baliza do Carlos.
Aos 16 minutos surge a 1ª grande oportunidade de golo do Ericeirense. Excelente jogada do Diogo Rodrigues, a ganhar em velocidade ao defesa do Tojal e à entrada da área desfere um excelente remate ao qual responde Guilherme com uma excelente defesa, no entanto para a frente. Na recarga e sem ninguém na baliza o Diogo remata com a canela por cima da barra. Fez o mais difícil.
Mesmo a terminar a 1ª parte mais uma oportunidade de golo para o Ericeirense, desta vez desperdiçada pelo Luís Honrado (exibição muito conseguida). O Luís pega na bola no campo, leva toda a gente atrás dele, passa pelo defesa e depois opta pelo remate (tinha o Diogo Rodrigues completamente isolado) e acerta no poste.
Logo de seguida o André fica pasmado com tanta facilidade e na hesitação entre o remate e o passe para o Diogo Rodrigues acaba por perder mais uma excelente ocasião de golo.
Assim chegou o intervalo com 0-0 no marcador.
Para a segunda metade, veio mais do mesmo.
Aos 30' grande jogada do João Pedro, ganha em velocidade à defesa do Tojal, mas o guarda redes Guilherme sai-lhe aos pés de forma destemida e evita o golo.
Aos 34' Luis Honrado isolado atira para defesa do Guilherme (excelente Guarda Redes).
Aos 37 minutos surge finalmente o Golo. Passe para o meio da área e Alex com um excelente remate a abrir o marcador.
Este golo galvanizou a equipa da Ericeira. Aos 44' grande jogado do Luis Honrado que é travado dentro da área. Penalti prontamente assinalado pelo árbitro.
Na conversão, o especialista Pedro Gouveia não perdoou e fez o 2-0.
Estava lançada a Equipa da Ericeira para a 2ª vitória consecutiva no campeonato.
Aos 46' Alex na cara do golo a não perdoar e a facturar o seu segundo golo no jogo e o terceiro da sua equipa.
Para terminar, o André para coroar uma grande exibição, faz uma excelente jogada individual e finaliza para fechar o marcador com 4-0 para a equipa da casa.
Assim terminou a partida com um resultado que não sofre qualquer tipo de contestação.
Em relação à equipa do Tojal, referir que a mesma é formada na sua maioria por meninos que nasceram em 2000, mas que mesmo perdendo revelou valor e alguns meninos que são excelentes executantes.
Para a equipa do Ericeirense, uma excelente vitória, fruto da excelente atitude demonstrada em campo.
Uma palavra para a melhor claque desta divisão, que é composta pelos pais dos nossos jogadores e que são um espectáculo dentro do próprio espectáculo.
Em relação ao trabalho do árbitro, nota 4, com dois lances polémicos. No penalti assinalado sobre o Luis Honrado não me parece haver duvidas, há realmente um toque no pé direito do Luis.
Na 1ª parte há um lance para o Tojal, que o Carlos defende na direcção da baliza. Fica a dúvida se quando o Carlos segura a bola se a mesma já estaria ou não para lá da linha de golo. Sinceramente donde estou não consigo descortinar.


hugo.r.l.rodrigues@gmail.com
Publicada por Hugo Rodrigues em 09:59


Este texto foi-nos enviado por: Julio Mendes